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Quadrilhas de roubo de cargas movimentaram R$ 3 mi, diz PF

08/10/2010

A Polícia Federal (PF) já prendeu 63 pessoas suspeitas integrar seis quadrilhas que teriam desviado, somente em 2010, 2 mil t de cargas e movimentado R$ 3 milhões. A operação Colônia foi deflagrada nesta última quarta-feira, dia 06, nos Estados de Paraná, São Paulo, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul. Segundo a PF, 36 pessoas ainda estão foragidas.

Foram emitidos 121 mandados de prisão, mas há vários para o mesmo criminoso, pois muitos suspeitos integravam diferentes quadrilhas de roubo de cargas. Entre os presos, estão três investigadores da Polícia Civil do Paraná, um funcionário da Receita Estadual do Paraná e um advogado. Também foi preso o maior receptador de cargas do Estado, segundo a própria PF, na cidade de Maringá.

Participaram da operação 352 policiais federais e militares, com 105 viaturas. Somente no Paraná, houve prisões em Maringá, Londrina, Guaíra, Ponta Grossa, Curitiba e Paranaguá, onde foram apreendidos 14 veículos e R$ 217 mil em espécie. O esquema abrangia também receptadores em várias cidades, mas o pólo da operação criminosa era em Paranaguá, de onde saía a carga roubada.

A PF investiga as quadrilhas há nove meses, quando uma das empresas lesadas desconfiou do golpe. O serviço de inteligência demonstrou que o crime acontecia por diferentes criminosos e cada quadrilha tinha seu modo de agir. Os policiais apontam que os grupos pegavam produtos tanto destinados a exportações quanto os que chegavam no porto por importação.

O sistema atual de recebimento e saída de carga no porto de Paranaguá, onde os funcionários registram a entrada e a saída de caminhões nos terminais, permitiu a fraude, segundo delegado chefe da PF em Paranaguá, Jorge Fayad. Ele disse que os veículos encaminhados pela quadrilha emitiam notas falsas ou substituíam a carga a ser desviada. Levavam, por exemplo, brita pintada no lugar do fertilizante. Tudo ia para o armazém e depois o verdadeiro comprador recebia o produto errado. "Tem empresa que ainda nem sabe que foi lesada. Só descobriria se todo o armazém fosse esvaziado", afirmou o delegado.

Além disso, a polícia afirma que as quadrilhas utilizavam caminhões com placas clonadas e os motoristas tinham documentos forjados. "Como os funcionários registravam a entrada da carga, o caminhão e o processo de descarga, evidente que vão achar que o produto estava descarregado", afirmou o delegado.

Segundo a PF, os policiais envolvidos no esquema recebiam compensações financeiras para não fazerem diligências quando havia suspeita de desvio de cargo. O mesmo acontecia com o funcionário da Receita Estadual que se passava por fiscal. Eles podem respondem por corrupção passiva. Os demais suspeitos por formação de quadrilha, estelionato e falsificação documento público, entre outros. A operação desta quarta-feira investigou apenas as cargas de grãos (trigo e soja), fertilizantes (cloreto de potássio) e óleo de soja.

"A ação também serviu para buscar mais elementos para o prosseguimento da operação", explicou o superintendente da PF no Paraná Maurício Valeixo. Os presos foram encaminhados para o Centro de Triagem II, em Piraquara, região metropolitana de Curitiba.

Fonte: Terra.com

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