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05/10/2010

Os principais pontos que serão levados para discussão com o novo governador do Estado de São Paulo e o novo presidente da República a partir do dia 1º de janeiro pelo Conselho de Desenvolvimento da Região Metropolitana de Campinas (RMC) dizem respeito ao valor cobrado nos pedágios das rodovias concedidas à iniciativa privada pelo governo estadual, a ampliação do Aeroporto Internacional de Viracopos e a construção até Campinas do trem de alta velocidade (TAV), assuntos estratégicos para o conjunto das 19 cidades. As discussões, ressaltou o presidente do conselho, o prefeito de Jaguariúna, Gustavo Reis (PPS), precisam continuar para que a região mantenha seu ritmo de crescimento econômico e de qualidade de vida da população.

“A RMC está cercada de praças de pedágio e é preciso fazer a revisão das tarifas, que são abusivas. Em Jaguariúna, já tivemos um avanço e haverá o desmembramento em outras praças, mas em Indaiatuba, por exemplo, o valor é abusivo e precisa ser revisto”, diz Reis.

De acordo com o prefeito, é possível mudar alguns pontos no que se refere à cobrança de pedágio, apesar de os contratos feitos pelo governo do Estado de São Paulo serem por um período de 20 anos. “Nesse modelo de concessão, o lucro é muito alto e a taxa de retorno é de 27,5%. O modelo feito pelo governo federal já tem uma taxa de retorno bem menor. Eu não sei se dentro desse aspecto é possível fazer o prolongamento do contrato, por mais dez anos, por exemplo, com a exigência da redução da tarifa. Mas seria uma das maneiras de solucionar o problema”, afirma.

Para o presidente do Conselho de Desenvolvimento da RMC, o ideal é que se pague um valor por quilômetro rodado. Segundo ele, estudos de empresas especializadas e do próprio governo estadual apontam que um valor justo seria de R$ 0,10 a R$ 0,11 por quilômetro rodado. Se aplicada essa conta, um trecho de 18 quilômetros, como o que liga Campinas a Jaguariúna, deveria ter tarifa entre R$ 1,80 a R$ 2,00. Entretanto, o usuário de um veículo de passeio paga hoje R$ 8,20. “É preciso fazer justiça tarifária e pagar pelo trecho rodado. Rever os contratos de concessão é fundamental.”

Apesar de o pedágio ser a principal bandeira da RMC junto ao próximo governador do Estado, Geraldo Alckmin (PSDB), Reis lembra que é preciso que o novo mandatário estadual unifique o sistema de transporte, dentro do conceito de mobilidade metropolitana, com redução no valor da tarifa e integração, para que o usuário tenha um mesmo cartão para se deslocar entre diversas cidades.

“Também temos que ter uma autonomia maior e não depender tudo do Estado. Esse é o perfil de região metropolitana e o governador precisa ter sensibilidade para tratar desse assunto para que possamos ter avanços mais diretos.”

Assuntos comuns que envolvem as 19 cidades da RMC, como tratamento de água e lixo, também devem entrar na pauta do Conselho de Desenvolvimento com o próximo governador.

Viracopos e TAV - O prefeito de Jaguariúna espera, ainda, que assuntos de relevância econômica, como a ampliação de Viracopos e o TAV, tenham continuidade com a eleição do novo presidente da República. “A Dilma (PT) fez um compromisso com os prefeitos da região de manter esses projetos, que são fundamentais e uma grande oportunidade que nós temos para a realização dos maiores eventos esportivos do mundo, que é a Copa e as Olimpíadas”, ressalta.

Em relação à ampliação de Viracopos, o prefeito diz que, no passado, foi um erro político fazer o maior aeroporto do Estado em Guarulhos e não em Campinas, que mantém as condições de clima sempre favoráveis para os pousos e decolagens. “Agora, não podemos perder a chance da ampliação, pois Viracopos precisa ser a porta de entrada e saída, não somente da nossa produção industrial e da nossa economia, mas também em relação ao turismo”, diz, lembrando que no Brasil há 233 regiões metropolitanas e a RMC é a segunda mais rica em termos de produto interno bruto (PIB).

“Tudo isso — Viracopos, TAV, pedágios — é importante para que tenhamos essa região efetivamente consolidada no desenvolvimento econômico e na qualidade de vida”, disse Reis.

Fonte: Correio Popular

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