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Jornal confirma qual a pior estrada de Minas

22/09/2010

Em posições opostas no mapa geográfico, dois conjuntos de rodovias que ligam Minas Gerais aos Estados da Bahia e de São Paulo também encontram-se em situações bem divergentes quando o assunto é a qualidade de suas estradas. A constatação é da Pesquisa CNT Rodovias 2010, realizada pela Confederação Nacional dos Transportes.

De um lado está o grupo de vias entre Uberaba, no Triângulo Mineiro, e a capital paulista. Do outro, o caminho entre Curvelo, na região Central do Estado, e a cidade de Ibotirama (BA). Enquanto o primeiro aparece entre os cinco melhores do Brasil, o segundo figura apenas na 100ª colocação do ranking que classificou, por ordem de qualidade, as 109 ligações rodoviárias do país.

Ao percorrer os 562 km das BRs 135 e 122 até a divisa com a Bahia, a reportagem de O TEMPO constatou os problemas que colocam o trecho numa das piores colocações da lista. E as dificuldades não são exclusividade dos motoristas que passam pelas duas estradas. Elas são compartilhadas pelos moradores das cidades cortadas pelas vias, pessoas que se veem permanentemente expostas ao risco de acidentes e à perda de tempo e, até, de dinheiro.

Na BR-135, a boa pavimentação não ameniza a total falta de placas de sinalização e faixas de orientação, por exemplo, ao longo dos cerca de 25 km que ligam as cidades de Joaquim Felício e Buenópolis. No mesmo trecho, há sete pontos de retenção, seis deles causados por reformas em pontes.

Perigo

Ao passar pela cidade de Montes Claros e entrar na BR-122, já na região Norte do Estado, os problemas persistem e alguns outros se somam ao triste quadro. Os acostamentos são praticamente inexistentes ao longo da estrada e as placas, bastante raras. Além disso, as poucas encontradas estão, muitas vezes, escondidas pela vegetação, que chega a invadir a pista.

Próximo ao município de Janaúba, a reportagem flagrou a dificuldade vivida pelo policial militar Rogério Oliveira, 45, para estacionar o carro quebrado em um local seguro, encontrado 5 km depois. "Prefiro correr o risco de piorar o estrago do que parar no meio da pista e correr o risco de morrer num acidente", declarou.

Pouco à frente, as irmãs Cléia Márcia Nunes, 23, e Neiliane Nunes, 16, se arriscavam andando pela pista sem acostamento. Elas moram na Vila Colonização e andam, diariamente, cerca de 1 km até o ponto do ônibus que as leva até o centro da cidade. "Os carros passam muito perto, só que não tem outro jeito", lamenta Cléia.

Pesquisa

Para elaborar o ranking nacional, a CNT avaliou três critérios: sinalização, pavimentação das vias e geometria (pista dupla ou simples, acostamentos e faixas adicionais, entre outros).

Fonte: O Tempo

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