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Atrasos atingem cerca de 30% das entregas de produtos em todo Brasil

25/02/2018

Comprar sem sair de casa, com preços mais em conta e em melhores condições de pagamento são algumas das vantagens que fazem com que cada vez mais consumidores optem pelas lojas virtuais. O problema é que a distribuição e a entrega dos produtos não estão acompanhando o crescimento deste mercado, o que gerou um verdadeiro engarrafamento de mercadorias nas transportadoras, especialmente no eixo Rio- São Paulo. Cerca de 30% dos pedidos de encomendas despachadas pelos Correios estão com algum atraso. Ou seja, a cada mil produtos, 300 chegam depois do tempo prometido ao consumidor, segundo estimativa da empresa Synapcom, de consultoria e gestão de e-commerce. O problema fez disparar o número de reclamações sobre o assunto. Somente no site Reclame Aqui, a quantidade de queixas cresceu 10%, entre 2016 e 2017, passando de 270 mil para 297 mil. Nos primeiros 45 dias de 2018, os relatos chegam a 56 mil.

— A estrutura logística está aquém do necessário. A quantidade de vendas é superior à capacidade de entrega — observa o diretor de operações do Reclame Aqui, Diego Campos.

Para mitigar os efeitos dos gargalos de logística e infraestrutura de transporte, as lojas online têm adotado estratégias como o aumento no prazo para entrega de produtos, além de recorrer a transportadoras privadas. De acordo com o vice-presidente da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), Rodrigo Bandeira Santos, as lojas têm feito grandes esforços e investimentos para tentar driblar a crise na distribuição das mercadorias. Segundo ele, no Rio, a falta de segurança tem agravado ainda mais o problema, tornando o produto mais caro para o consumidor por causa do aumento no valor do frete e do seguro:

— Hoje, de 30 a 40% dos endereços da capital e Região Metropolitana estão com algum tipo de restrição de entrega por causa de roubos, nos Correios ou em empresas privadas. Além disso, os Correios sofrem com até 12 casos de assaltos por dia, no Rio. Ficou mais caro comprar e entregar aqui, por isso, o estado vem até perdendo participação na fatia de destino de venda do e-commerce, caindo de 14% para 9,5%.

Direito de desistência


A falta de entregas tem acarretado, além de transtornos para retirar a encomenda, até a desistência de compras pela internet. Esse é o caso do autônomo Vladimir Nascimento, de 41 anos. Morador de Thomas Coelho, na Zona Norte, ele precisa se deslocar até a Penha para retirar os produtos:

— Há pouco tempo, eu retirava minhas encomendas em Cascadura. Agora, sou obrigado a vir até a Penha para pegar o que compro — reclamou Nascimento.

Mesmo com o pagamento do frete, o produto não foi entregue no seu endereço.

— Nós pagamos por um frete caro, e ainda temos que nos deslocar para retirar o que comprou — desabafou.

De acordo com a coordenadora de Atendimento do Procon RJ, Soraia Panella, o atraso na entrega dos produtos caracteriza uma falha no serviço e descumprimento por parte da loja:

— Ainda que o atraso não tenha sido causado pelo fornecedor, a relação de consumo que existe é com a loja. O consumidor pode desistir da compra e receber o dinheiro de volta. Se houver problemas com o ressarcimento, ele deve procurar os órgãos de defesa do consumidor.

Fonte: Extra

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