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Por que a pesagem de caminhões nas estradas?

23/01/2018

Nas estradas do Sudeste e Sul do país, e também em alguns corredores de outras regiões, é comum ver em alguns trechos placas alertando para os postos de pesagem de caminhões. O Brasil iniciou a adoção desse sistema de fiscalização em 1979, sendo a BR-277, no estado do Paraná, a primeira rodovia do país a receber um posto de pesagem. A razão para a implementação desse tipo de fiscalização é muito simples: evitar que carga excessiva exerça pressão sobre os eixos do caminhão e, assim, cause danos à pista da estrada ou rodovia.

Segundo alguns números do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), os prejuízos anuais com danos originados do excesso de peso em estradas pode chegar a até 2% do PIB sem que haja uma fiscalização eficiente. O grande problema, em termos de danos, não está no peso total carregado pelo caminhão, mas sim em uma carga excessiva apoiada sobre um mesmo eixo. Por isso, há uma tabela de carga máxima por tipo de eixo que deve ser obedecida e, durante a fiscalização, pode levar a multa e punições.

RAZÕES

O DNIT, no entanto, possui outras boas justificativas para manter e até mesmo expandir o número de postos de fiscalização nas estradas:

Caminhões com carga excessiva têm sua velocidade reduzida em rampas e subidas, o que causa trânsito e transtornos para os demais usuários das rodovias.

O excesso de carga prejudica a capacidade de frenagem da composição, o que pode levar a acidentes de grandes proporções, em especial em estradas mais perigosas e em condições climáticas desafiadoras.
Peso em excesso prejudica também a capacidade de manobra das carretas, outro fator que pode levar a acidentes.

O mau dimensionamento da carga por eixo eleva o consumo e reduz o desempenho dos caminhões, também ampliando a emissão de poluentes.

Outros danos à carreta podem ocorrer, como problemas na estabilidade dos eixos, aumento do consumo de peças de reposição e pneus danificados.

Atualmente há mais de 110 postos de pesagem espalhados pelas rodovias do país – a maior parte deles nas regiões Sudeste e Sul, principalmente posicionados em trechos estratégicos, que levam a portos e grandes cidades, nos quais o fluxo de carretas e caminhões de grande porte é mais frequente e episódios de excesso de carga mais comuns.

Como embarcador, as obrigações de seguir à risca as normas de carga por eixo pode não ser sua, mas é bom sempre verificar e checar junto à transportadora que realiza serviços para você se os coeficientes máximos de carga por eixo estão sendo seguidos. Problemas em postos de pesagem não levarão a multas que você, como dono da carga, terá de pagar, mas ainda assim é você quem responderá por atrasos junto a seu cliente final.

Fonte: Blog Cargo BR

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