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Roubo e furto de aparelhos celulares aumentam procura por seguros

17/10/2016

Até o mês de agosto, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) contabilizou 251,1 milhões de celulares no Brasil. No mesmo mês, o Cadastro de Estações Móveis Impedidas (CEMI), do Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel Celular e Pessoal (SindiTeleBrasil), registrou 7,2 milhões de aparelhos móveis roubados, furtados ou extraviados no Brasil.

Este tipo de crime tem levado muita gente a contratar um seguro para o smartphone. São 4 milhões de celulares com apólices e um alto índice de sinistros, segundo a Federação Nacional dos Corretores de Seguros Privados e de Resseguros, de Capitalização, de Previdência Privada, das Empresas Corretoras de Seguros e de Resseguros (Fenacor).

O presidente do Sindicato dos Corretores de Seguro do Estado de Sergipe (Sincor-SE), Érico Melo, confirma que o aumento da criminalidade aquece o setor. “A cada dia surgem no mercado aparelhos mais sofisticados e mais caros, com isso, o risco de roubo é enorme no Brasil e crece a procura por porteção. Os proprietários com este perfil são os que mais buscam a proteção e o índice de sinistro é bastante elevado”, explicou.

A Secretaria da Segurança Pública de Sergipe (SSP/SE), assim como em outros Estados, não possui dados estatísticos sobre o número de aparelhos roubados ou furtados, apesar de diariamente serem registrados Boletins de Ocorrência.

Há menos de um mês, o produtor cultural de Sergipe Edu Barreto entrou para as estatísticas do CEMI ao ter o aparelho roubado por jovens na Zono Sul de Aracaju. A poucos metros de onde ele estava um rapaz, que esperava o ônibus, também foi alvo dos mesmos homens que estavam armados.

“O celular custou R$ 1.300 e foi comprado há a cerca de um mês. Como infelizmente não tinha seguro, acabei ficando com o prejuízo e pagando as parcelas  que vão seguir nos próximos cinco meses. Foi aí que bateu o arrependimento de não ter aceitado a proposta de seguro apresentada pelo vendedor”, contou  o produtor cultural.

Antes mesmo de trabalhar neste mercado, Igor Teixeira já conhecia os benefícios de possuir uma dessas apólices, que evitou um prejuízo financeiro após ser vítima de um assalto.  “Assim que levaram o aparelho fiz o Boletim de Ocorrência e contatei a corretora, enviando os documentos digitalizados. Eles analisaram, efetuei o pagamento da franquia e logo mandaram o novo aparelho”, contou Teixeira.

Segundo ele, os usuários de aparelhos celulares e smartphones de Sergipe estão começando a se interessar mais por este tipo de serviço. “Em nossa corretora houve um aumento de 15% no último ano. A maioria das contratações desse tipo de seguro é feita através de apólices abertas, onde são vinculadas à própria operadora de telefonia móvel em parceria com alguma seguradora”, disse o consultor de seguros.

Na empresa que ele trabalha, o seguro é procurado por um público com idade entre 25 e 35 anos para dispositivos móveis que custam em média R$ 2 mil. A preocupação por lá é a proteção contra roubo. “Mas o seguro também dá possibilidades para outros serviços como danos físicos causados em acidentes, incêndios, impactos de veículos e até mesmo na tentativa do roubo e danos elétricos. Ainda existe a cobertura internacional”, explicou.

Fonte: G1

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