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Mesmo com crise, empresas de segurança não dispensam tecnologia

03/08/2016

Cerca elétrica, portão eletrônico, câmeras de segurança, alarme monitorado, rastreador de veículo, segurança armada, monitoramento de câmeras a distância e portaria remota. As empresas de segurança e tecnologia têm buscado cada vez mais aparelhos e serviços que ajudem a evitar assaltos a imóveis e furtos e roubos de veículos. A crise econômica encontrou todos os setores, mas, neste caso, a ascensão continua. De acordo com dado divulgado pelo vice-presidente do Sindicato das Empresas de Segurança Privada, de Transporte de Valores do Estado de Goiás (Sindesp), Ivan Hermano Filho, o mercado cresceu 10% no ano passado, índice 2% menor que o ano anterior.

O mais novo sistema que chegou a Goiânia é a portaria remota, que pode ser instalada em condomínios verticais e horizontais. O serviço conta com câmeras de segurança, alarmes e acesso dos moradores por biometria. O porteiro não fica em seu posto tradicional, mas em uma sala na central de segurança, de onde tem acesso a todas as câmeras do prédio. “É mais seguro para o profissional e também para os moradores. Não tem o risco de o porteiro dormir durante o expediente noturno ou ser rendido e, assim, obrigado por bandidos a dar acesso as residências”, explica Hermano Filho.

Outra vantagem para este tipo de serviço é o preço, que pode aliviar a taxa de condomínio. De acordo com Hermano, porteiros custam, em média, R$ 12 mil mensais. O serviço de portaria remota custa em média R$ 4 mil. Em Goiânia, o sistema já foi instalado em 120 condomínios e já é realidade também em outros estados, como Ceará, Minas Gerais, Tocantins e Mato Grosso.

Preços

Um pacote de aparelhos de segurança para uma residência custa aproximadamente R$ 5,2 mil para instalação e R$ 299,90 mensais para monitoramento, este opcional. A instalação de cerca elétrica em uma residência comum custa R$ 1.200; o alarme, R$ 800, com monitoramento o custo sobe para R$ 150 mensais; um pacote com quatro câmeras de segurança tem custo de instalação de R$ 3.200, se o cliente optar por monitoramento da empresa em caso de disparo de alarme, o custo é de R$ 80 mensais. Além dos aparelhos para imóveis, o rastreador para veículo também é considerado item básico de segurança, com custo de instalação de R$ 450 e R$ 69,90 por mês para monitoramento.

De acordo com Hermano, também proprietário da empresa Tecnoseg, três a quatro veículos roubados em Goiânia todas as semanas são recuperados graças ao sistema de rastreamento. Para evitar a identificação do aparelho, diz Hermano, a instalação é feita em locais diferentes em cada veículo. Com um aplicativo, o proprietário consegue localizar seu carro ou moto. Hermano afirma que dos aparelhos citados, o alarme para imóveis é o mais requisitado. “As pessoas estão fazendo escolhas. O monitoramento de um alarme é mais barato que uma televisão por assinatura. A procura é grande e a tendência é crescer”, afirma Hermano.

Serviço é mais popular no Brasil


O especialista em trânsito e professor de Direito na Faculdade Mackenzie Rio, Newton de Oliveira, explica que o mercado cresce porque “o tema segurança veio para ficar”. O professor explica que as empresas têm vantagem competitiva porque causa da queda dos preços em função da produção chinesa. “É uma janela de oportunidade, principalmente no Brasil que tem equipamentos baratos, mão de obra e popularidade para este serviço”, explica Oliveira.

Para o professor, o ideal seria se as empresas compartilhassem a cobertura de imagens que possuem com a segurança pública, mas afirma também que é uma realidade distante. “O custo seria pequeno para o Estado, mas falta gestão e vontade política. Se a segurança pública tivesse acesso a estas informações, teria maior visão da mancha criminal”, explica Oliveira.

Resultado

Pensando na segurança da família, o advogado Antônio Carlos Peres Bernardini, 39, instalou alarmes em sua casa em 2002. Hoje ele tem também cerca elétrica, câmeras de segurança e o alarme é monitorado por uma empresa – em caso de disparo o responsável aciona a polícia. Antônio mora com os pais e afirma que, no início, eles acharam as medidas exageradas. “Graças a Deus nunca sofremos nenhum assalto ou algo assim, mas a sensação de insegurança é muito grande. Meus pais achavam que câmeras de segurança não eram necessárias quando colocamos, mas agora já acostumaram e entenderam a importância”, conta Antônio.

Em maio deste ano, uma família foi refém de três homens armados que os abordaram fora da residência, localizada no Jardim Nova Era, em Aparecida de Goiânia. Os criminosos entraram dentro da casa com o marido, esposa e os dois filhos, de três e seis anos, e desligaram o circuito de segurança. Porém, o proprietário já havia acionado o botão de pânico. A polícia chegou minutos depois e trocou tiros com um dos assaltantes, que morreu. O segundo foi preso na rua e o terceiro escapou.

Fonte: O Hoje

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