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Bando que roubou Samsung fez outro mega-assalto em Campinas, diz DIG

17/12/2014

Parte da quadrilha que assaltou a fábrica da Samsung em Campinas (SP) também participou do mega-assalto no Centro Logístico Brasil (CLB), quando tablets e celulares foram levados da empresa Celistics, em fevereiro de 2013, segundo a Delegacia de Investigações Gerais (DIG). "A quadrilha é praticamente a mesma", afirmou o chefe de investigação, Marcelo Hayashi. Cinco suspeitos do roubo na Samsung já foram presos e outros quatro estão foragidos.

Segundo o investigador, o número de pessoas que participou de ambos assaltos é incerto, já que nem todos os envolvidos na ação da multinacional de eletrônico foram identificados. "É impreciso falar em números, mas parte dos que roubaram a Samsung estavam no assalto da Celistics", reforçou.

Na ocasião, aproximadamente 30 homens armados com fuzis e pistolas invadiram o centro, renderam os seguranças e funcionários e roubaram celulares e tablets. Os assaltantes utilizaram caminhões da empresa para a fuga. O CLB fica no entroncamento das rodovias Anhanguera e Dom Pedro I, no Distrito de Nova Aparecida. A ação durou três horas e ninguém ficou ferido.

Entre os envolvidos nos dois casos está um suspeito que foi preso em agosto deste ano, um mês depois do mega-assalto à Samsung. Ele foi reconhecido pelas imagens da segurança da fábrica e também estava envolvido no roubo no CLB. "Por isso a quadrilha é investigada há pouco menos de dois anos", explicou o investigador.

 Carga da Celistics recuperada

De acordo com Hayashi, a carga roubada no roubo ao CLB, em fevereiro do ano passado, foi recuperada. Uma parte dela foi encontrada em um posto de gasolina no Jardim Eulina após 15 dias do mega-assalto.

Na época, o delegado titular da DIG, Carlos Henrique Fernandes, informou que representantes da Celistics foram à delegacia, verificaram o número do lote dos celulares e confirmaram que a mercadoria faz parte da carga roubada do condomínio.

Suspeito do roubo à Samsung
A DIG divulgou, na tarde desta terça-feira (16),  fotos de quatro suspeitos de envolvimento no mega-assalto à fábrica da Samsung,  que continuam foragidos. Outras cinco pessoas já foram presas por suspeita de integrarem a quadrilha.

Tanto os quatro presos nesta terça quanto o suspeito que foi detido em agosto serão ouvidos até o fim desta semana indiciados por receptação e roubo qualificado, segundo o delegado. Fernandes confirmou, ainda, que os nove identificados têm passagens pela polícia. "Alguns por roubo e outros por roubo e receptação", disse.

 O roubo

A fábrica da Samsung foi  assaltada na madrugada do dia 7 de julho, no Parque Imperador, às margens da Rodovia Dom Pedro I (SP-065). Segundo a Polícia Civil, aproximadamente 20 criminosos renderam funcionários e vigilantes, e usaram sete caminhões para levar cerca de 40 mil peças, entre tablets, celulares e notebooks. A carga é avaliada em R$ 80 milhões, de acordo com os policiais responsáveis pela investigação. Já a empresa informou que valor seria de R$ 14 milhões. Ninguém ficou ferido.

De acordo com a polícia, a quadrilha chegou à empresa poucos minutos depois da meia-noite. Durante a ação, funcionários do setor de distribuição da empresa ficaram em poder do bando.  O grupo deixou o local por volta das 3h.

Segundo a polícia, funcionários da empresa que estavam em uma van foram rendidos em uma estrada. Eles foram levados para um local, ainda desconhecido, e os criminosos usaram crachás de identificação dos trabalhadores. Uma das vítimas ficou em poder do bando.

Ao entrar na Samsung, a quadrilha rendeu inicialmente os seguranças do setor de distribuição e, em seguida, os vigilantes da portaria. "Retiraram os armamentos deles e as munições e os deixaram trabalhando normalmente, nos mesmos postos como se nada tivesse acontecido", explicou naquele dia, o tenente da Polícia Militar Vitor Chaves.

Um funcionário que preferiu não ser identificado disse que a quadrilha pediu para todos tirarem a bateria dos celulares, com a intenção de evitar uma eventual ligação para a polícia.

Fonte: G1

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