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03/12/2014

Os corpos dos três seguranças mortos durante um assalto em que dois carros-fortes foram explodidos estão sendo velados na noite desta terça-feira (2), em Goiânia a Aparecida de Goiânia. O crime ocorreu na BR-153, entre Morrinhos e Goiatuba, no sul de Goiás. O crime ocorreu quando uma quadrilha, formada por aproximadamente dez homens e utilizando armamento de uso exclusivo do Exército interceptou os veículos e efetuaram vários disparos.

O crime ocorreu na tarde de segunda-feira (1º). Adriano Ferreira Babosa, de 36 anos, Argon Romel de Lima, de 46, e Jean Santiago Queiros Santos, de 28, não resistiram os ferimentos e morreram no local. Até o momento, ninguém foi preso. Familiares e amigos das vítimas prestam as últimas homenagens aos seguranças, que serão velados durante toda madrugada. Todos os três serão sepultados na manhã de quarta-feira (3).

Presidente do Sindicato dos Vigilantes em Transporte de Valores do Estado de Goiás (Sindforte-GO), José Maria das Dores lamentou a morte dos seguranças, principalmente a de Adriano, de quem ele era amigo pessoal há 12 anos. O corpo será sepultado às 10 horas da manhã no Cemitério Parque, na capital.

"Era uma ótima pessoa, educado, sabia falar com as pessoas e nunca maltratou ninguém. Também não tinha receio do trabalho. Falava que amava atuar com transporte de valores. Mas do que a morte do profissional, eu perco um companheiro", disse ao G1. Adriano deixa a esposa e um filho.

Televisão

Esposa de Argon, a auxiliar de serviços gerais Lucimara Lesco diz que viu a notícia do assalto na televisão, mas não imaginou que o marido estivesse entre as vítimas. "Liguei para meu filho, que trabalha no administrativo de uma outra empresa de segurança. Ele estava muito nervoso, mas não me disse o porque. Passou algumas horas e ele chegou aqui com outros funcionários da empresa para me dar a notícia", lembra.

Argon era casado havia 24 anos, dos quais passou 15 deles atuando no ramo de transporte de valores. Além da esposa, ele deixa três filhos e uma neta, de 8 anos. "Ela era o xodó dele, morava aqui com a gente", diz. O enterro irá ocorrer às 9 horas no Cemitério Vale do Cerrado, em Goiânia.

Já o sepultamento de Jean também ocorrerá pela manhã, no Cemitério Jardim da Paz, em Aparecida de Goiâniax. No entanto, o horário ainda não foi definido. A esposa dele, com quem vive há apenas dois anos, passou mal e precisou ser amparada durante o velório.

Colega do segurança, Jader Afonso de Brito disse que ele havia sido promovido recentemente. "Há cerca de dois anos ele subiu de cargo, estava feliz", conta.

Rifles e metralhadoras
O chefe do Grupo Antirroubo a Banco da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic), Alex Nicolau Nascimento Vasconcelos, informou que a quadrilha portava metralhadoras calibre .50 e fuzis calibre 556 e 762, de uso restrito.

"Essas armas são de guerra, daria para furar um tanque de guerra. Eu não sei manusear. Então, são pessoas bem definidas, especializadas neste tipo de crime", disse o delegado em entrevista coletiva.

Em contrapartida, os doze seguranças da empresa especializada em transporte de valores estavam armados com revólver calibre 38, espingarda calibre 12 e carabina de calibre 38. "É uma luta completamente desigual", ressaltou o delegado.

Um vídeo gravado por um homem que não quis se identificar mostra parte da ação da quadrilha (assista ao lado). No vídeo é possível ouvir os disparos das armas. As imagens mostram ainda a fuga dos suspeitos, em duas caminhonetes.

Além dos três funcionários mortos, outros nove foram rendidos pelos criminosos, mas foram libertados depois da ação, sem ferimentos. A violência do ato surpreendeu até mesmo a polícia. “O Modus operandi ousado, peculiar, a gente não sabe o motivo que os levaram a tamanha agressividade", conta.

Por enquanto, nenhuma linha de investigação está descartada. “Não descartamos que um funcionário da empresa tenha ajudado a quadrilha, não descartamos que tenha policiais envolvidos, não descartamos nenhuma possibilidade”, afirmou. Não há informações sobre a quantia que era transportada nem o valor levado.

Fonte: G1

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