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15/10/2014

Estudo divulgado nesta quinta-feira (16) pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) aponta que 62,1% das principais rodovias do país apresentam problemas. A pesquisa avaliou 98.475 quilômetros de estradas federais e estaduais, sob administração pública ou concessão, o que equivale a 48,4% do total de vias asfaltadas no Brasil (203.599 quilômetros).

De acordo com o documento, dos 18.960 quilômetros de rodovias sob concessão privada analisados, pouco mais de 4,9 mil quilômetros foram considerados regulares, ruins ou péssimos, o equivalente a 25,9% do total. O diretor-executivo da CNT, Bruno Batista, apontou, porém, que esse resultado foi influenciado pelas rodovias federais leiloadas pelo governo no ano passado, que ainda não tiveram tempo de receber melhorias.

Se consideradas apenas as rodovias sob gestão pública (federal ou estadual), 70,7%, ou 56,2 mil quilômetros, são considerados regulares, ruins ou péssimos.

A rodovia mais bem avaliada, de acordo com o estudo, é a ligação entre São Paulo e Limeira (trecho das BR-310/364 e SP-348). Já a pior avaliação foi para a ligação entre Natividade, no Tocantins, e Barreiras, na Bahia (trecho das rodovias TO-040/280, BA-460 e BR-242).

O estudo leva em consideração a situação do pavimento, sinalização e a geometria das rodovias. Considerando toda a extensão avaliada, a geometria (desenho da estrada) foi a principal falha encontrada: este tipo de problema atinge 59,7% das rodovias sob concessão e 82,3% daquelas sob gestão pública.

Investimento


A pesquisa da CNT aponta ainda que os investimentos do governo federal em infraestrutura rodoviária, apesar de terem crescimento na última década, vêm apresentando desaceleração desde 2011. Segundo o documento, foram efetivamente aplicados R$ 11,2 bilhões naquele ano, R$ 9,3 bilhões em 2012, R$ 8,3 bilhões em 2013 e, neste ano, até setembro, foram R$ 7,5 bilhões.

Na avaliação da CNT, seriam necessários investimentos de R$ 293,8 bilhões para melhorar a condição de rodovias importantes do país, sendo R$ 137,1 bilhões apenas em duplicações. Segundo a entidade, o estado do pavimento é responsável pelo aumento médio de 26% no custo do transporte no país, sendo 20,8% no Sudeste e 37,6% no Norte.

Além disso, o estudo aponta que, apenas em 2013, o custo com os 186.581 acidentes registrados nessas rodovias foi de R$ 17,7 bilhões. Se todas as rodovias fossem boas ou ótimas, diz ainda o documento, a economia com combustível chegaria a 737 milhões de litros de diesel, o equivalente a R$ 1,79 bilhão.

Fonte: G1

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