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Quadrilha simula blitz para levar carga

26/09/2014

Armamento pesado, roupas da Polícia Civil, três carros e um caminhão foram usados por uma quadrilha no roubo de carga de agrotóxico em Paulínia, na noite de anteontem. Pelo menos 15 homens participaram da ação criminosa. Eles simularam uma blitz para abordar dois caminhões. A carga é avaliada em R$ 160 mil. Ninguém foi preso.

A quadrilha abordou uma carreta e um caminhão-baú nas proximidades do quilômetro 125 da Rodovia Zeferino Vaz(SP-332). Os motoristas haviam acabado de carregar os veículos na empresa Syngenta, em Paulínia. Eles seguiam para Sumaré quando o bando agiu, por volta das 20h.

"Eram cerca de 15 homens, que agiram como se (a ação) fosse uma abordagem policial e pararam os dois caminhões", comentou o guarda municipal Gidel Silva. De acordo com ele, a quadrilha vestia roupas da Polícia Civil e portava armamento de longo alcance. "Um dos motoristas alegou que uma arma tinha até mira telescópica. Podem ser fuzis."
Os caminhoneiros, segundo a GM (Guarda Municipal) de Paulínia, foram obrigados a pegar sentido oposto e levados para uma área rural de Cosmópolis. O grupo parou próximo ao quilômetro 135 da Zeferino Vaz, onde a carreta foi levada. "Eles engataram a carreta no cavalo mecânico (caminhão) deles", contou Silva.

O caminhão-baú não foi levado pelo grupo. "As portas travaram e eles não puderam levar nada", relatou Silva, dizendo que os motoristas permaneceram rendidos durante a ação e puderam ver os bandidos agindo. A quadrilha fugiu em seguida. Os motoristas acionaram a GM, por volta das 22h. Ninguém foi preso.

AVALIAÇÃO

A Syngenta não informou o valor nem o destino da carga que, segundo a assessoria de imprensa da empresa, seguia para Sumaré. Segundo a GM, o agrotóxico levado está avaliado em R$ 173 mil. O valor da carreta não foi divulgado, nem dados pessoais dos motoristas, um morador em Minas Gerais e o outro em Sumaré.

"Estamos à disposição das autoridades para colaborar com a investigação", ressaltou a Assessoria de Imprensa da Syngenta, em nota. "Ressaltamos que a empresa segue todas as normas regulatórias de segurança de transporte para esse tipo de carga", informou a empresa, na nota.

De acordo com a GM, não é a primeira vez que a empresa é roubada. O caso deve seguir para investigação da Delegacia de Policia e Paulínia.

O delegado do município, Luiz Antônio Correa da Silva, fez plantão na noite de anteontem e estava de folga na tarde de ontem. Ele não foi encontrado na delegacia para comentar o caso.
SUMARÉ

Uma carreta desengatada e carregada com defensivos agrícolas também foi roubada na tarde da terça-feira, em Sumaré. O veículo foi levado da frente de uma oficina no Jardim São Judas Tadeu. A carga foi avaliada em R$ 400 mil e tem seguro. A carreta, com valor estimado em R$ 160 mil, não foi recuperada. Ninguém foi preso.

Fonte: Uol

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