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Rotina de assaltos na Via Anchieta deixa motoristas apreensivos

27/08/2013

Não só debaixo de tempestades. Mesmo em dias ensolarados, a advogada Flávia (nome fictício) não se atreve a abrir o vidro de seu carro no trecho cubatense da Rodovia Anchieta. O temor é rever cenas que quase a fizeram desistir de se locomover nas saturadas malhas rodoviárias regionais. Por uma bolsa deixada, inadvertidamente, no banco do passageiro ela ficou “eternos segundos” com a cabeça sob a mira de uma arma.

O susto inicial se foi junto com algumas itens de maquiagem, documentos, cartões de crédito, celulares e alguns trocados. Deste episódio, cujo fim poderia ser trágico, ela tirou valiosa lição: maior atenção ao cruzar as rodovias.

Sensação de insegurança verificada, mais uma vez, neste final de semana. Dois homens armados se aproveitaram de um congestionamento entre os quilômetros 53 e 56 da via Anchieta para promover um arrastão.

Por pouco, o psicólogo Fábio Arruda não foi uma das vítimas desse crime. Ele voltava de um show na Capital, por volta das 2 horas de segunda-feira, quando percebeu a aproximação de assaltantes. “Eles vieram em minha direção, com armas em punho e expressões agressivas. Pensei que seria abordado, mas correram em direção ao bairro (Cota 200)”.

Apesar de inúmeras ligações para o 190, poucos registros de ocorrência foram lavrados nas delegacias da região. Segundo o tenente do 1º Batalhão da Polícia Rodoviária, Moacir Mathias do Nascimento, a unidade foi informada de atividades criminosas no trecho por volta das 18 horas de domingo. E, a partir de então, reforçou as ações de vigilância na rodovia.

A audácia de criminosos nas estradas da região não se limita apenas aos dias e em trechos de fluxo intenso. Há pouco mais de 15 dias, a equipe de reportagem de A Tribuna flagrou adolescentes assaltando ciclistas na interligação entre a Via Anchieta e Rodovia dos Imigrantes - altura dos Bolsões. Mas os amantes dos pedais não são as vítimas preferidas: condutores distraídos e turistas listam como os alvos fáceis de ladrões.

De longa data

A falta de segurança em rodovias é um problema antigo. Contudo, o pesadelo se intensifica à noite: com o trânsito lento e pouco policiamento. Cenário perfeito para roubos.

Núcleos habitacionais ocupados em trechos rodoviários é outro fator a potencializar os crimes. São nossas áreas que os assaltantes se escondem após cometerem os delitos.

Artimanhas usadas são velhas conhecidas nos meios policiais, de igual forma os períodos de maior incidência criminal. Os que utilizam o trecho com frequência sabem dos riscos aos quais estão expostos.

Tanto que desenvolvem técnicas e se planejam para evitar períodos considerados mais críticos. Uma delas é trafegar em “comboio”. “Não ando mais sozinha. Sempre vou em conjunto de amigas”, diz Flávia. Outra forma é manter o vidro fechado e esconder todos os bens valiosos da vista dos ladrões.

Longe de uma solução definitiva, o oficial da PM afirma que a corporação “desenvolve suas atividades de fiscalização de trânsito e repressão a ilícitos criminais para e com a sociedade”. E que o patrulhamento na região é reforçado quando há congestionamentos. “Contamos também com o apoio do Policiamento Territorial, Policiamento Ambiental, dentre outros, sempre visando uma maior segurança dos usuários”, afirma.

Por sua vez, o secretário municipal de Segurança Pública e Cidadania, Armando Campinas Reis Júnior, diz que ações de competência da municipalidade são realizadas: educação e oportunidades aos jovens serem absorvidos no mercado de trabalho. “Será ampliada de 2 mil para 6 mil o número de vagas oferecidas a atividades esportivas na Cidade”. Ele indica ainda a cobertura em vídeo monitoramento (em fase de licitação) e a operação delegada (em estudo) como aliados na luta contra a criminalidade.

 
Fonte: A Tribuna

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