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Empresas investem no transporte blindado para vencer roubo

09/04/2013

De olho na escalada do roubo de cargas em todo o País, empresas de segurança passaram a entender o mercado de transporte como um nicho a ser explorado e fonte de potencial lucratividade. Tradicionais transportadoras de valores estão utilizando seus carros-forte e equipamentos blindados para o transporte de outros produtos, como eletrônicos, medicamentos e outras cargas visadas pelas quadrilhas de roubo de cargas.

A perda com as mercadorias roubadas nas rodovias chega a quase R$ 1 bilhão por ano, segundo estimativas feitas a partir dos dados de órgãos de segurança pública. Além disso, 9% do valor do frete compreendem gastos com segurança e gerenciamento de risco, o que ao todo chega a R$ 16 bilhões anuais.

Se por um lado a criminalidade não dá sinais de enfraquecimento expressivo, por outro, os números da realidade transformam a atividade em um ramo bastante convidativo. No Brasil, este setor de transporte de cargas valiosas foi por muitos anos liderado pela norte-america na Brinks, que trabalha atualmente com 22 caminhões e 14 vans, todos blindados. Segundo gerente de logística global da Brinks, Roberto Martins, esse serviço avança 30% ao ano.

Levando em consideração esse panorama, companhias como a Protege e a espanhola Prosegur estão ingressando ao mercado de cargas valiosas com investimentos pesados e oferecendo know-how de todo o sistema de prevenção e proteção.

Para competir nesse mercado, a Protege lançou um serviço capaz de carregar aproximadamente R$ 10 milhões em produtos em um caminhão blindado. O veículo é tripulado por uma equipe de quatro vigilantes armados e treinados, como exige a Lei. Desta forma, o contratante dispensa a necessidade de um veículo de escolta e outros gastos.

“Se transportamos dinheiro de forma segura, podemos carregar qualquer produto com a mesma sublimidade”, comenta Mário Baptista de Oliveira, diretor-geral do Grupo Protege. De acordo com o executivo, o ingresso da empresa nesse segmento nasceu de uma negociação com um dos atuais clientes da companhia, que transporta insumos nas redondezas de Campinas (SP).

Fonte: Transporta Brasil

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