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Greve deixa 5 mil ton de carga acumuladas em Viracopos, diz sindicato

24/10/2011

Após determinação do Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região (TRT-15), 50% dos funcionários da Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária) do Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas, estão trabalhando normalmente nesta segunda-feira (24). Em greve desde quarta-feira (19), os aeroportuários de Viracopos decidiram na sexta-feira (21) manter a paralisação por tempo indeterminado. A categoria protesta contra o modelo de concessão dos aeroportos definido pelo governo para o setor, que prevê gestão pela iniciativa privada. Os funcionários dos aeroportos de Guarulhos e Brasília voltaram ao trabalho às 0h de sábado (22).

Por enquanto, a paralisação não tem afetado passageiros em Viracopos. A greve atingiu, principalmente, o transporte de cargas, onde estão sendo liberadas apenas as cargas vivas e perecíveis. Na quinta-feira, o superintendente da Infraero, Carlos Alberto Cardoso Alcântara, calculou em 800 toneladas o total de cargas paradas no aeroporto em decorrência da paralisação. Até a manhã desta segunda-feira, não havia um balanço oficial da Infraero do acúmulo de cargas no maior terminal do país, mas segundo Sindicato Nacional dos Aeroportuários (Sina), cerca de 5 mil toneladas de cargas estão paradas.

Segundo o diretor de administração da Infraero, José Eirado, o anúncio da liminar concedida pelo TRT-15 foi feito por volta das 12h de sábado. De acordo com a assessoria de imprensa da empresa e o sindicato, os funcionários de Campinas estão cumprindo a determinação desde sábado, após receberam a notificação da Justiça. A categoria se reúne em assembleia nesta segunda-feira (24), às 10h, para definir se continua em greve.

Negociações ameaçadas

No sábado, o diretor da Infraero disse que o governo deve cancelar a reunião agendada para a próxima quarta-feira (26) para a retomada das negociações, caso a greve em Viracopos não seja suspensa. Representantes do governo e dos funcionários da Infraero tinham acertado a reunião. “Vai cancelar mesmo, se não voltarem. A coisa que nós achamos é que tanto os trabalhadores quanto o governo têm que voltar para a negociação, porque o governo tem uma proposta excelente para todos”, afirmou.

Propostas


Em documento apresentado ao sindicato pela manhã da sexta-feira, a SAC propõe estabelecer a obrigação das concessionárias oferecer um programa permanente de formação, capacitação e aperfeiçoamento dos empregados; garantia aos funcionários que permanecerem na Infraero de participar na elaboração de um plano conjunto para a absorção e realocação dos empregados; obrigação da concessionária adotar a mesma data-base da Infraero; obrigação da concessionária assegurar aos seus empregados condições de trabalho equivalente ao oferecido pela Infraero; e período de estabilidade no emprego maior do que já foi estabelecido.

Segundo Lemos, se as negociações não avançarem, a greve pode se estender para mais aeroportos. “Vamos abrir para negociações. Se não acontecer, a greve vai ser diferente, a gente vai parar o aeroporto e não só esses três", afirmou. “O estado de greve continua até a quarta, porque a crise é muito grave entre o movimento sindical e o governo Dilma”, disse.

Paralisação

Os funcionários da Infraero nos três aeroportos iniciaram uma paralisação de 48 horas nesta quinta-feira, em protesto contra o modelo de concessão definido pelo governo para o setor. A principal reivindicação dos aeroportuários é em relação à manutenção das atividades-fim atribuídas aos funcionários da Infraero dentro do modelo de concessão dos aeroportos, e uma maior segurança em relação à estabilidade dos funcionários da Infraero.

A categoria pede estabilidade até 2020. De acordo com o Sina, em reunião realizada na quarta-feira, o governo teria chegado a sinalizar que poderia chegar a uma estabilidade até 2015.

A Infraero tem 2.781 funcionários nos três aeroportos, que realizam tarefas como posicionamento de finger (estrutura que liga o terminal de passageiros aos aviões e é usado para embarque e desembarque), auxílio no posicionamento das aeronaves nos pátios e operação dos sistemas de informação aos passageiros (painéis e sistema de som).

Se somados os empregados das companhias aéreas, de manuseio de bagagem e terceirizados, atuam em Guarulhos, Viracopos e Brasília entre 9 mil e 10 mil pessoas, informou a Infraero. Ainda de acordo com a empresa, houve realocação de funcionários para garantir a operação normal nos aeroportos.


Fonte: EPTV Campinas

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