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Gasolina volta a passar dos R$ 3 em Minas

18/08/2011

Duas semanas depois de iniciada a parada técnica da Refinaria Gabriel Passos (Regap), o que resultou na seca das bombas e aumento do preço da gasolina, o litro do combustível volta a ultrapassar a barreira de R$ 3 em cidades do interior de Minas. Na capital, os preços esbarram na marca: o valor máximo encontrado é de R$ 2,99. É a segunda vez no ano que a gasolina chega nesse patamar. Entre abril e maio os consumidores também já tinham sido surpreendidos com os preços elevados marcados nas bombas.

Os valores atuais registrados em Minas são os mais altos registrados para agosto desde 2004, quando teve início a pesquisa de preços da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustível (ANP). Em relação ao mesmo mês de 2010, os valores mínimos e máximos registrados pela pesquisa subiram 15,48% e 7,1%, respectivamente. E o pior: o contínuo crescimento da demanda pelo derivado do petróleo ante a impossibilidade de aumento da oferta da Regap deve significar alta no custo do abastecimento em postos de várias regiões de Minas, principalmente nos mais próximos de Betim – onde fica a refinaria –, obrigados a arcar com a conta do transporte do produto comprado em estados vizinhos.

O custo do transporte é o que tem mais pesado na composição do preço do litro da gasolina. Cálculos do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes (Sindicom) mostram que a necessidade de se transportar de Rio de Janeiro e São Paulo pode onerar em até R$ 0,15 o litro do combustível. Em Ponte Nova, na Zona da Mata, com os aumentos registrados nos últimos dias, cinco dos nove postos da cidade ultrapassaram o valor de R$ 3, chegando a até R$ 3,09.

No Posto São Jorge, por duas vezes faltou gasolina desde a semana passada. Associado a isso o fato de a distribuidora ter aumentado em R$ 0,02 o litro do produto, o repasse para o consumidor foi inevitável, segundo o dono da revenda, Paulino Pinto Neto. Com o reajuste, o litro da gasolina subiu para R$ 3,04. “Encareceu na companhia, encareceu para o consumidor”, afirma o empresário. No Autoposto Ipiranga, para solucionar o problema, o proprietário Adilson Bombassaro aumentou o preço da gasolina e diminuiu o valor do etanol para forçar a opção pelo álcool. “A distribuidora aumentou R$ 0,11. Para nós, que vivemos de centavos, é muita coisa”, afirma o empresário, dizendo que por lá também há desabastecimento de diesel.

Pesquisa semanal da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) mostra que em outras quatro cidades o preço também supera R$ 3: Frutal, Januária, São Sebastião do Paraíso e Unaí. Em Montes Claros, o preço do litro de gasolina na bomba já está saindo a R$ 2,95, em média. Mas, a tendência é que, nos próximos dias, ultrapasse os R$ 3. É o que admitiu nessa terça-feira o presidente regional do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados do Petróleo do Estado de Minas Gerais (Minaspetro), Márcio Hamilton Lima. Segundo ele, de 10 dias para cá, o preço do combustível sofreu um acréscimo de 4% para os revendedores, que ainda não repassaram o reajuste para o consumidor. “Por enquanto, os donos de postos estão segurando o preço antigo, ao máximo. Mas, não tem jeito. A tendência é repassar o aumento para os clientes”, afirmou o representante do Minaspetro, lembrando que a própria Petrobras “está forçando a barra para aumentar o preço e reduzir o consumo”.

Lima disse que no seu posto o atual preço do litro de gasolina é de R$ 2,95. Se aplicar o reajuste de 4%, o valor vai passar para R$ 3,06. Por isso, tem gente querendo abastecer o carro antes que o preço suba ainda mais. É o caso do enfermeiro Márcio Henrique Oliveira, de 27 anos. “Temos que aproveitar esse preço da gasolina antes que suba mais. Acabei de encher o tanque”, conta o montesclarense, que também usa uma moto para economizar.

Fonte: Estado de Minas

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